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                    <title>TIGblogs - douglas a. waechter dos santos's TIGBlog</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/</link> 
                    <description>What's on the minds of young leaders from around the globe?</description> 
                    <language>en-us</language> 
             
                <item> 
                    <title>"Change"</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/535659</link> 
                    <description><![CDATA[Toda mudança é logo sentida quando começa no visual. E esse foi um dos grandes trunfos de Barack Obama em sua campanha presidencial nos Estados Unidos, sempre que mencionava a palavra "change" (mudança, em português) de sua boca negra, para um país historicamente racista, que aderiu ao discurso do momento, elegendo o primeiro presidente negro em toda a sua história.<br />
<br />
As eleições na primeira potência do mundo foram peculiares. Tomado pela crise financeira mundial, criticado pelas guerras, com  racismo ainda forte em alguns lugares daquele país, mudar era o verbo que os norte-americanos, e de certa forma o mundo, mais queriam ouvir e ver. Eis, então, que surge Barack Obama pelo Partido Democrata. Homem negro, humilde, de origens quenianas, descendente de muçulmanos, jovem. Nunca a palavra "mudar" esteve em tão personificada.<br />
<br />
Mantendo-se longe dos extremos, Obama conseguiu conquistar o mundo. Ao seu país era questão de tempo. Com sabedoria e prudência necessária não dava chance para o azar, atenuando rapidamente as críticas oposicionistas. Para seu vice-presidente chamou Joe Biden, experiente  congressista Democrata. Bem acessorado e com arrecadações recordes, Obama conquistava cada vez mais eleitores, tornando-se um verdadeiro fenômeno.<br />
<br />
Do outro lado, seu rival John McCain fazia o possível para superá-lo. Porém, se Barack Obama era a mudança em pessoa, McCain representava a continuidade Republicana do governo Bush, o mais impopular presidente norte-americano, marcado negativamente pela crise financeira e pelas guerras mal explicadas.<br />
<br />
Mesmo assim, McCain conseguiu realizar uma candidatura forte, entretanto mal direcionada. Com Bush à sua sobra, qualquer tentativa de agradar ao povo era árdua. No que pareceu ser um ato de desespero,  a tônica de sua campanha fora os sucessivos ataques infundados a Obama. Com pouco dinheiro para investir, submetia-se a programas humorísticos e outros de baixa repercussão para fazer-se notar. Para sepultar suas mínimas chances de vencer o embate presidencial, chamou para ser seu vice-presidente Sarah Palin, governadora do Alasca, que já carregava consigo um histórico de uso indevido do dinheiro público daquele estado, além de ser bastante ingênua e prepotente. A derrota do que seria o presidente mais velho dos Estados Unidos era questão de tempo. Com um cenário totalmente favorável, Obama venceu e com folga. A mudança tão aconteceu. O primeiro presidente negro da primeira potência do mundo. Oportunidade ímpar para que o esteriótipo étnico desapareça da mente dos homens.<br />
<br />
A mudança já começou a agir, porém de forma precavida e inteligente. Obama tem recrutado para seu futuro governo experientes líderes que outrora estavam com Bill Clinton, o presidente que levou a economia norte-americana a níveis nunca antes vistos. O mundo aguarda com expectativa. Barack Obama pode ser um divisor de águas na política e sociedade contemporânea. É história viva, bastando saber se será contada com bons ou maus sentimentos. O mundo aguarda com expectativa. É esperar para ver.]]></description> 
					<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 16:17:00 EST</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Brasil para quem?</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/498377</link> 
                    <description><![CDATA[As Paraolimpíadas de Pequim acabaram. O Brasil comemorou, mas não viu. Dezesseis ouros, quatorze pratas e dezessete bronzes. Nono lugar geral na classificação. Um recorde. Eles conseguiram. Eles se superaram de novo. Superaram uma vida limitada apenas fisicamente, pois entenderam que a força de vontade é a maior das forças que qualquer pessoa possui. Vontade de viver, de vencer, de ser útil. Mostrar que são capazes. E são. E mostraram. Mas ninguém viu.<br />
<br />
Ninguém viu porque aceitar qualquer tipo de deficiência ainda é tabú no Brasil. A mídia não mostrou, não mudou toda sua grade de programação - como fez com os Jogos Olímpicos de pessoas "normais" - porque deficientes físicos não são vistos no Brasil. São ignorados, mal tratados, não possuem uma estrutura pública adaptada às suas condições motoras. Na absurda maioria do país, não. Têm dificuldades para arranjar emprego. As empresas não aceitam. Com certeza vão precisar de auxílio em algum momento. Melhor não. Graças a uma lei federal, 5% das vagas lhes são garantidas por direito. Ainda existe um resquício de bom senso no país.<br />
<br />
Venceram nas Paraolimpíadas porque vencem todos os dias nas ruas. Subir a calçada, atravessar a rua, entrar no ônibus, sair do ônibus, banheiros, e a pior das adversidades: enfrentar o descaso de muitos seres que se dizem humanos. São humildes, perseverantes, vencedores verdadeiros. Existe muito a aprender com eles. Existem coisas que só serão descobertas com eles.<br />
<br />
Brasil piada, Brasil hipócrita. Vangloria-se das glórias obtidas por uma parcela da população que é desprezada, que sofre, que precisa de apoio. Venceram sozinhos. O Brasil não tem nada a ver com isso. Deveriam ter ido aos jogos como delegação independente. Seus potenciais são altíssimos, porém interrompidos. Sua única má sorte foi ter nascido nesse país.<br />
<br />
Enquanto para eles somente o fato de estar em uma Paraolimpíada já é a glória máxima, muitos atletas "normais" brasileiros não se conformam com o bronze, com a prata. Em gestos de repúdia ao resultado, esbravejam em entrevistas, retiram as medalhas do peito, ou nem as recebem. Esses podem ser considerados deficientes. De espírito.<br />
<br />
Apesar de tudo, o resultado Paraolimpíco - independente de qual fosse - é importante para o país. Obriga-o a enchergar um grave problema crivado em suas entranhas. Se o presidente tivesse outros dedos a menos, a história poderia ser outra.<br />
<br />
Brasil para as mulheres, Brasil para os jovens. Brasil para os idosos, Brasil para todas as tribos, religiões, culturas. Brasil para os deficientes físicos e mentais também. É assim que deveria ser.]]></description> 
					<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 23:48:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Qualidade de vida</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/489365</link> 
                    <description><![CDATA[Muitos indicadores sociais são usados frequentemente para medir a qualidade de vida das pessoas em suas cidades. Saúde, segurança, educação, emprego e renda são requisitos são requisitos básicos para as aferições pesquisadas. Entretanto, deixam de lado um indicador essencial para a boa vivência dos cidadãos: o tempo gasto no trânsito para se locomover rotineiramente para o trabalho, escola, universidade. Até existe o fator transporte público, mas não analisado dessa forma.<br />
<br />
Para a qualidade de vida ser realmente boa, em adição ao que as pesquisas indicam, as pessoas não deveriam ficar mais do que trinta minutos no trânsito em seus deslocamentos pendulares. Meia hora seria o máximo tolerável para a qualidade de vida ser considerada ideal, ou próximo disso. Mais do que esse tempo, e a qualidade de vida fica comprometida ou incompleta.<br />
<br />
Ter um carro é muito fácil hoje em dia. O consumo crescente e os lucros igualmente vertiginosos diminuíram a burocracia. Porém, toda essa facilidade transforma-se em transtorno nas ruas superlotadas por automóveis em qualquer grande ou média cidade. Por enquanto, somente os pequenos e micro municípios estão livres desse fenômeno. Por enquanto.<br />
<br />
Já nas metrópoles nacionais, o sonho de vencer na vida continua atraindo milhares de pessoas. Esse comportamento intensifica a instauração do caos nas cidades, que não possuem estrutura e planejamento para receber todo esse contingente populacional. E assim, a almejada qualidade de vida deteriora-se, vira pesadelo, decepção. Fato corriqueiro de países pobres, incluso o Brasil.<br />
<br />
Reportagem recente de uma rede de televisão fez uma comparação entre os diversos meios de locomoção em São Paulo. O objetivo era analisar qual deles seria mais eficiente tanto do ponto de vista móvel quanto psicológico. Venceu a bicicleta, desprezada pela maioria dos governos supostamente bem intencionados. Catorze quilômetros percorridos em pouco mais de quarenta minutos de ótimo exercício físico e mental. Excelente. O caótico sistema público rodoviário, juntamente com o amor brasileiro, o carro, levou quase duas horas para fazer a mesma distância. Muito além dos trinta minutos saudáveis. Um absurdo. Mais ainda, se se analisar que o pedestre fez o percurso em duas horas e vinte minutos, aproximadamente. Só vinte minutos a mais, e muitas toneladas a menos de poluição.<br />
<br />
No Brasil, uma série de circunstâncias históricas culminaram no modelo centralizador de bens e serviços essenciais à vida humana. Esse processo hoje acarreta o comprometimento da qualidade de vida das pessoas desses locais saturados. Elas, e as demais, alheias a esses meios, têm a difícil tarefa de optar entre viver nos grandes centros, usufruindo de todos os seus atributos, ou refugiar-se em "locus" menores, privando-se de determinados lazeres e utilidades quase que indispensáveis à vida.<br />
<br />
Infelizmente, o modelo geoespacial é esse e invertê-lo leva mais tempo e persistência do que desde sua criação até os dias atuais. Requer consciência coletiva apurada. A reportagem ambientada em São Paulo reflete o que se passa no mundo todo. A estrutura física existe. O problema é chegar a elas. Megalópoles ou grandes cidades podem funcionar, desde que integradas ou com suporte regional de outras cidades. No atual sistema de isolamento não se sustentam. E mais: estão fadadas à involução, como certa vez disse Milton Santos, o mestre.<br />
<br />
"Fugere urbem"? Pode ser, mas não é necessário tanto radicalismo. Bom senso e pensamento coletivo bastam. E assim as grandes cidades poderão, quem sabe, durmir. ]]></description> 
					<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 21:18:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Cem anos sem proveito</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/393139</link> 
                    <description><![CDATA[Há dois dias Brasil e Japão comemoraram - mais Brasil do que Japão - o centenário da imigração nipônica. Em 18 de junho de 1908 aportava no país o navio japonês Kasato maru, conforme acordo estabelecido no ano anterior. Desembarcaram aqui centenas de orientais cheios de sonhos, deixando para trás sua terra até então incipiente.<br />
<br />
O tratamento que receberam não foi dos melhores. Aliás, tudo o que receberam não foi do melhor. O povo brasileiro, ainda com resquícios da escravidão, tratou-os covardemente confinando-os nos cafezais paulistas. Trabalhando todos os dias, o dia todo, o sonho de uma vida melhor diminuía com o tempo. Mal pagos e mal instalados, tiveram de se adaptar bruscamente à nova realidade, quase que deixando de lado sua cultura, seu modo de ser. Para a sorte do Brasil, e assim era de conhecimento do governo, os imigrantes agarraram-se em sua filosofia de dedicação e persistência, causando uma reviravolta no jeitinho brasileiro de ser.<br />
<br />
Mais inteligentes do que seus anfitriões, os japoneses venceram todas as adversidades que lhes foram impostas, ajudaram o país a crescer e assim cresceram socialmente, disseminando sua cultura e invertendo os papéis com os habitantes locais, passando a exercer forte influência. O território era vasto e as oportunidades aumentaram fazendo com que muitos deles ficassem em definitivo, espalhando-se pelas demais regiões do país, exercendo de forma mais contínua seus costumes, conquistando o apreço dos brasileiros, legando-os a maravilhosa cultura oriental.<br />
<br />
Por cem anos de paz e sucesso, comemora-se com louvor a imigração dos pioneiros e bravos japoneses. A festividade em terras brasileiras contou com a presença do príncipe japonês Naruhito e toda sua formalidade bonita de se ver. Em contraste a isso, ao presidente Lula e a comitiva de recepção só faltou erguer o príncipe e beijá-lo, tamanha a euforia que estavam. Percebendo isso, o ilustre visitante cedeu, quebrou o protocolo e deixou-se levar pelo jeitinho brasileiro, porém sem excessos.<br />
<br />
Infelizmente, nesse vasto período de relacionamentos  Brasil-Japão não foi possível assimilar por completo os ideais do oriente. Não por falta de iniciativa japonesa, mas sim porque o brasileiro já estava acostumado a viver de maneira fácil e malandra, o que acabou por inferiorizá-lo ainda mais. Exemplo disso é a constante entrada de produtos piratas fabricados na China. Mais baratos e menos burocráticos, a parceria realizou-se de maneira perfeita, condizente com os objetivos de cada Estado. Se ao invés disso o Brasil tivesse insistido mais nas relações econômicas com o Japão, hoje o país estaria em posição mais privilegiada no mundo, ostentando também maior prestígio e moral. Este comportamento nem o mais sábio e persistente japonês conseguiu mudar.<br />
<br />
Em terra festeira, o que vale assimilar das nações amigas ajuda e enriquece a cultura local. Entretanto, se houvesse mais sapiência ao Brasil, provavelmente neste centenário de imigração japonesa o cenário, a forma e o conteúdo das comemorações seriam bem diferentes. Além de estatísticas culturais, talvez houvesse a celebração de positivos números econômicos, numa parceria financeira que teria tudo para dar certo. Uma pena que o país não se atente a este ponto. Quem sabe nos próximos cem anos.]]></description> 
					<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 17:07:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Uma porta aberta, outra fechada</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/392435</link> 
                    <description><![CDATA[A Europa é conhecida mundialmente por sua tradicionalíssima história, inigualável cultura, notável influência global e vanguarda magnífica em várias áreas. Um continente conservador e ao mesmo tempo aberto ao novo, de população - em sua ampla maioria - intelectual, que sabe o que quer e como conquistar seus direitos. Na Europa também há o bloco socioeconômico de maior sucesso funcional, a União Européia (UE), servindo de exemplo a ser seguido pelos demais países por sua ideologia quase que perfeita. Quase, porque ultimamente o que se vê neste bloco de vanguarda é um retrocesso conservador e alienista em uma época de grande dinamismo da globalização.<br />
<br />
O velho mundo se fechou mais uma vez às demais nações numa atitude claramente xenofóbica. O parlamento europeu aprovou leis mais severas e humilhantes a imigrantes ilegais que, como último subterfúgio, optam por uma viagem perigosa em busca de melhores condições de vida, deixando para trás a miserável condição de seu país de origem. O curioso é que a maioria destes imigrantes ilegais provém do continente africano, que outrora fora usado e roubado impiedosamente pelos mesmos europeus, deixando-o o estado caótico em que se encontra. Não sabiam eles que àquela época de neocolonialismo estavam plantando a semente de um grave problema econômico e social, visto aos outros olhos com indignação e discórdia.<br />
<br />
Aquele continente é o que é hoje graças ao seu arrojo expansionista (conquistando riquezas alheias), dominação cultural (exibindo à visitação seus patrimônios) e, dentre outros fatores, grande capacidade de superação quando unido. Entretanto, a Europa que em seu bloco prega a livre circulação de pessoas é a mesma Europa preconceituosa e conservadora que quer se ver livre de seus ex-colonizados - aos quais ainda exerce muita influência - a todo custo, mesmo que isto fira os direitos humanos. Percebe-se nesta atitude a confusão em que se encontram os europeus, em estado de choque, medo, contradição. Sabe-se que o custo de vida lá é alto e que somente não é ainda mais alto porque existe abundante mão-de-obra barata, os imigrantes. Aproveitando-se de seu poderio econômico, o continente emprega milhares de pessoas a baixos custos, explorando novamente um contingente esperançoso, gozando de sua posição privilegiada no cenário global.<br />
<br />
Imersa na armadilha que criou, a UE tenta viver de forma harmônica com este problema, escondendo do resto do mundo seu descontentamento. Porém, é praticamente impossível conter os ânimos de muitos de seus cidadãos que, muitas vezes exaltam publicamente o racismo por terem perdido seus empregos a um imigrante, pelo pavor da miscigenação, ou pura aversão as demais povos. Para acalmar o cidadão comum, o governo europeu age de forma incoerente, expulsando alguns grupos de imigrantes ilegais como resposta ao seu eleitor, num ato simplesmente alienista. É senso comum de que existem milhares de pessoas em situação irregular dentro do continente que só não foram deportadas ainda porque são úteis e submissíveis a trabalhos considerados inferiores.<br />
<br />
Talvez mais contraditória que esta postura seja o fato de que a Europa é vista como o mais alto nível de consciência mundial, sempre à frente dos demais países com leis que protegem pessoas e natureza. Enquanto o mundo torna-se cada vez mais dependente e a globalização preza a livre circulação de pessoas, mercadorias e serviços, o continente europeu dá um passo atrás e fecha-se em conservadorismo exacerbado. A mesma porta que fecha para o mundo é aquela que quer ter sempre aberta a sua disposição. Uma infeliz incoerência de um povo líder em bons exemplos.]]></description> 
					<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 15:31:00 EDT</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Planeta Lucro</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/356917</link> 
                    <description><![CDATA[A resposta dos males terrenos pode estar na ganância, egoísmo, estupidez do homem. É a ferramenta que criou para sustentar seu ego - e de mais ninguém - e que destrói milhões de vidas por todos os cantos: o dinheiro.<br />
 <br />
As coisas nesse mundo são feitas por causa do dinheiro e para ter mais dinheiro. Incrível como o planeta suporta tantas ambições. Muitas pessoas querem sempre mais para si. E nunca ajudar o próximo porque se doar um centavo ao pedinte a fortuna pode ruir.<br />
 <br />
Este planeta deveria se chamar Lucro e não Terra. É só o que acontece por aqui: a busca pelo lucro. Não há limites. Podem morrer milhares de pessoas nas Américas ou Oriente Médio ou África, mas a ganância e a estupidez prevalecem.<br />
 <br />
Exemplo bem claro e atual, super discutido disso, é a "responsabilidade ambiental". A moda da vez é salvar o pouco verde que resta, através de políticas socio-economico-ambientais, como o Protocolo de Kyoto, o crédito de carbono. Vai salvar um pouco da natureza, mas vai enriquecer muito mais poucas pessoas. Por que não inventou-se isso antes? Por quê não fez-se isso sem nenhum interesse materialista? Tem de haver o estímulo lucrativo. O objetivo é salvar uns dólares a mais na conta e deixar render (impressionante como as coisas rendem  tanto no banco).<br />
 <br />
 Os inventos dos homens, as descobertas científicas, as culturas, os biomas, tudo o que existe aqui, tudo o que é feito aqui deveria ser de todos. Isso significaria não aos royalties ou copyright ou qualquer artífice que impeça o desfruto de todos os cidadãos. O dinheiro deveria ser distribuído igualmente, ou de maneira mais responsável.<br />
<br />
Quem se adonou do mundo, ou onde registrou ser proprietário das coisas dele? Os males, as benesses, as criações são de todos. É hora de interromper os patriotismos, brigas idiotas e dar espaço aos humanismos ausentes. Por que um enfermo precisa morrer se há tratamento para ele? Pode ser caro, mas existe, e ele deveria ser medicado gratuitamente. É claro que se assim fosse, os recursos da Terra se esgotariam rapidamente, mas ao menos seriam por nobres causas e não por egoístas causas. Resulta-se então na busca pelo equilíbrio entre gastos e aplicações.<br />
<br />
Para isso basta tirar a venda dos olhos chamada medíocre ignorância e assistir o próximo. Ou então que a Nasa invente logo uma super máquina espacial rumo ao tão venerado planeta Lucro, onde a superfície é macia como papel dólar, a atmosfera é dourada e a água é de diamante. Deve ser isso que eles estão procurando há tanto tempo. Marte é apenas uma distração para a ingenuidade humana.]]></description> 
					<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 23:32:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Responsabilidade Social</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/327563</link> 
                    <description><![CDATA[Em uma nação democrática e civilizada todos habitantes têm seus direitos e deveres assegurados. Contudo, além disso cabe a todos os habitantes um parcela de responsabilidade social.<br />
<br />
Tratando-se do Brasil - país em que eu amo e vivo - pode-se dizer que essa responsabilidade tem um peso maior. Isso porque nesse país, maravilhoso por sinal, existe uma população predominantemente pobre, cheia de sonhos, esperanças, e ídolos.<br />
<br />
Estes ídolos que mexem com o imaginário brasileiro "invadem" suas casas diariamente. Quando liga-se a televisão, lá estão eles sempre bem vestidos, sempre bem emoldurados em belíssimos cenários simples ou tecnológicos. Pessoas que por estarem diante desse contigente populacional carente deveriam ter mais cuidado com sua postura a respeito do que tratam, ou seja, uma maior parcela de responsabilidade.<br />
<br />
Entretanto, e infelizmente, não é isso que se vê. Na maioria das vezes essas pessoas parecem não estar preocupadas com aqueles que recebem suas mensagens. Às vezes por puro descuido, sim, mas na grande maioria das ocasiões, a favor de interesses políticos próprios ou de grupos aristocráticos que os chefiam. E essa absurda falta de moral contribui imensamente para a alienação do povo brasileiro, de bom coração e má instrução.<br />
<br />
Pela história, pode-se concluir que desde sempre foi assim. A exploração de uma minoria burguesa sobre as massas populacionais controladas pela burrice, comodismo, opressão, desarticulação. Uma horrível realidade que persiste. Tudo acontece de forma tão natural que ninguém percebe nada.<br />
<br />
Para o bem da própria nação necessita-se de drásticas mudanças de comportamento social. A começar pela instrução das pessoas públicas e massivos investimentos na educação e conscientização do povo.<br />
É hora dos governos abrirem os olhos e entenderem que se isso não for feito o Brasil ficará fadado ao esquecimento, violenta exploração e dominação a outros países em um primeiro momento, seguido de provável extinção do mapa global de relacionamentos.<br />
<br />
Responsabilidade social. Eficiente teoria, se praticada.]]></description> 
					<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 22:56:00 EST</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Brasil e a Economia</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/272529</link> 
                    <description><![CDATA[Assistir às diárias reportagens sobre a política brasileira requer paciência e um calmante para agüentar a mesma falação de sempre. Muda-se o tom e os personagens, mas o contexto é o mesmo: o país precisa do dinheiro do trabalhador honesto para continuar com alguma obra emergencial, encher os cofres públicos e não interromper os desvios legalmente praticados e impunes.<br />
<br />
Sem o mínimo de sensibilidade, quando não consegue mais arrecadações com carinha de pedinte em frente às câmeras, corre ao congresso, que houve o choro simplório e, sabendo que também será beneficiado, apressa-se em votar projeto de lei em caráter extraordinário autorizando novo aumento de impostos.<br />
<br />
É claro que sou muito leigo neste assunto e só quis demonstrar com estas poucas letras desencontradas como as coisas, em geral, acontecem por aqui. E as notícias do dia indicam que novamente assim será, com a iminente aprovação da prorrogação da CPMF, imposto que o governo tanto chorou, e que até mesmo sua base aliada – bem como grande maioria da população – não aceita mais. Quando entendi o que significa isso, também disse não. Será que o coro será ouvido e atendido?<br />
<br />
O fato é que há muito, muito tempo a carga tributária elevadíssima sufoca o país. O que deveria significar desenvolvimento é visto como retrocesso diante os olhos da nação. As estradas continuam esburacadas; transporte aéreo, um caos; violência, incessante, e o governo parece não notar os problemas que o cercam, gozando de sua posição privilegiada e egocêntrica como quase todos os anteriores.<br />
<br />
Porém, quando há um protesto, paralisação ou greve este mesmo governo logo se pronuncia para dar um basta às manifestações esperançosas e sofridas. E enquanto persiste o impasse, vidas brasileiras se interrompem por falta de atendimento nos hospitais, pela falta de transporte para se chegar ao trabalho, o filho que não pôde ir à escola, o idoso que não teve seus direitos assegurados, balas perdidas, assaltos... Tudo previsível. Tudo bem negligenciado pelo governo, que do alto de seu poderio e ganância, parece não se incomodar com isso, pois está inventando nova sigla tributária para que leigos como eu não entendam-na, mas paguem os impostos ali previstos. O governo é a maior máquina caça-níquel do país! Parem o governo, invadam, lacrem o governo também!<br />
<br />
Em minha percepção atual, o Brasil nunca será um país desenvolvido, de primeiro mundo, como tanto almeja. Isso por que quanto mais arrecada, menos investe, mais desvia, pouco acontece. Enquanto não existirem investimentos proporcionais à arrecadação tributária a população sentir-se-á roubada e sem ânimo para votos de confiança. Enquanto houver impunidade onde deveria haver exemplo, o comum brasileiro se sentirá tentado a participar do corrupto esquema enraizado em sua cultura, não pedindo nota fiscal, por exemplo, algo lembrado como de suma importância.<br />
<br />
Antes de aumentar impostos, deve-se aumentar a intelectualidade da nação, para que possa estar ciente dos assuntos cotidianos, com bons argumentos para debates. Exatamente o que eles não querem, pois se sabe que a massa precisa ser manipulada e enganada conforme a situação pede.<br />
<br />
Enquanto o caos prevalece e o governo mantém sua postura egóica, onisciente e ineficiente, recuso-me a acreditar que o Brasil tem solução, recuso-me a fantasiar que este país vai para frente. Prefiro ter com a razão e me conformar com a atual posição coadjuvante de país não-desenvolvido, interrompido, retrocedido.<br />
<br />
Ultimamente meus textos referem-se ao mesmo assunto, mudando apenas o ponto de vista. Talvez porque me sinto bastante confuso ou incompreendido com tanta desgraça acontecendo e pouca atitude como resposta. Com certeza porque dói ver meu país nesse estado. Tento encontrar culpados e respostas. Como disse anteriormente, sou leigo demais para entender essa corporação. Minhas humildes palavras desencontradas são meu apelo por dignidade e prosperidade.<br />
<br />
“Brasil e a economia?” Este título nem me serve mais. Brasil e a hipocrisia.]]></description> 
					<pubDate>Fri, 26 Oct 2007 13:00:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Um fio de esperança</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/263457</link> 
                    <description><![CDATA[Lendo a revista Veja – e deixando as possíveis conspirações de lado – percebo que não sou o único brasileiro descontente com o nível de contradições, incoerências, injustiças e assaltos, dentre outros terríveis problemas éticos, que assolam o país. Alivia-me saber que existem muitas pessoas também conscientes sobre o estado caótico que virou este lugar e suas possíveis soluções.<br />
<br />
O contato indireto com esses sábios leitores dá-se através das boas reportagens que a revista apresenta à sociedade semanalmente – e deixando as possíveis conspirações de lado. Na edição seguinte, algumas das muitas cartas que a redação recebe destes leitores, são publicadas acerca dos temas tratados, todas de altíssimo nível. Lendo-as, encontrei inspiração para escrever este texto.<br />
<br />
Fiquei admirado com tanta sapiência em poucas páginas discretas. Os textos são ótimos, bem estruturados, claros e objetivos. Todos críticos; alguns com tons irônicos ou sarcásticos em um segundo plano, a respeito das mazelas que corrompem esta nação.<br />
<br />
Gostaria muito de publicá-los na integra, mas seria um absurdo desrespeito autoral por minha parte. Excelentes escritores que são. Então comento para que outras pessoas, possíveis leitoras deste blog, com anseios em comum, saibam que espalhados pelo Brasil vivem cidadãos críticos e conscientes, com desejo de mudança, o fim das contradições, o inicio de dias prósperos.<br />
<br />
Isso tudo só fortalece minha idéia de que a sociedade gradativamente está mudando sua postura, passando a contestar o que antes era tido como normal ou irreversível.<br />
<br />
Nada há de ser permanente, e um dia a nação brasileira erguer-se-á diante seu governo e exigirá as devidas mudanças necessárias. O que acontece hoje é o presságio de uma gloriosa manifestação. Iremos nos unir em razão e mudaremos de vez a história deste país. Anônimos e famosos, ricos e pobres juntos pela libertação. Vai acontecer.<br />
<br />
Percebo pessoas unindo-se em torno de um ideal comum. Existe um fio de esperança. Cada vez mais resistente. E crescente.]]></description> 
					<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 23:29:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Não durmo bem</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/263113</link> 
                    <description><![CDATA[Quem ainda é capaz de dizer que se orgulha de ser brasileiro? Quem ainda é capaz de dizer que ama essa nação?<br />
<br />
O saco do pão tem outra utilidade do que apenas carregar o pão. O saco do pão cobre o rosto da maior parte dos brasileiros honestos, justos, honrosos e agora, envergonhados.<br />
<br />
Mais uma vez corruptos salvam corruptos. Mais uma vez a injustiça prevalece. Novamente o país entristece. E Renan Calheiros agradece.<br />
<br />
Não posso mais acreditar que esse lugar tem solução. Não posso mais viver feito um bobo, pensando que tudo vai dar certo. Por que não vai. Por que vivo num país canalha, mentiroso, inescrupuloso, bandido... Covarde. Por que vivo numa infeliz contradição de homens e leis. Por que essa é a verdadeira ilha da fantasia, utopia perdida, terra do faz-de-conta, paraíso fiscal “sem escrúpulo nem grau”.<br />
<br />
Estou envergonhado, ferido. A lei funciona outra vez. Óbvio, só funciona quando não funciona.  Talvez exista um parágrafo obscuro na constituição que exprima que por aqui, tudo deve ser feito ao contrário. Desse modo, somos os mais dignos cidadãos do mundo.<br />
<br />
Ironias a parte, precisamos todos continuar nossas vidas, cada vez mais interrompidas, fragilizadas, nossas dignidades tiradas de um salto, um assalto corriqueiro que não é notícia, mas que não precisa, pois todos nós sabemos, sentimos.<br />
<br />
Nossos políticos, pessoas públicas eleitas para nos representar nas escolhas que deveriam encaminhar o país ao progresso contínuo – como dito diversas vezes nas apelativas campanhas governamentais – trancam-se, escondem-se completamente do povo, num ato conjunto de menosprezo e desrespeito, para com alguns conchavos e intrigas, livrarem da punição judicial seu colega corrupto, lobo em pele de cordeiro, Renan Calheiros.<br />
<br />
Critíco mesmo. Por mais que eu seja injusto, este é meu sentimento e necessito exprimi-lo. Aceito a condição de estar certo ou errado e suas devidas conseqüências. Acontece, que apesar de haver poucas provas realmente concretas, muita suspeita pairava sob o ainda senador e presidente do congresso, e ele nada conseguiu contra-provar também. Era o clamor público pela ética e bom senso, versus algum dinheiro no bolso pelo voto amigo.<br />
<br />
Costumo pensar que há duas formas das coisas acontecerem: por esforço ou cansaço. Infelizmente no Brasil não existe a cultura das mobilizações em massa para as reivindicações dos anseios gerais, mas felizmente existe o cansaço. E num determinado momento o cansaço das injustiças, desigualdades e ganância constante que nos assola diariamente, toma proporções incompatíveis com nossa capacidade de suporte, e estoura num grito uníssono de mudança.<br />
<br />
E parece que ela, mudança, está por vir. Após este deprimente episódio, o estouro do cansaço faz-se ouvir e a consciência nacional tende a mudar, amadurecer e implorar por mudanças que venham a não permitir mais esse tipo de atitude por parte dos políticos.<br />
<br />
Muitos países ao redor do mundo têm suas datas trágicas. Os Estados Unidos, por exemplo, tem seu 11 de setembro. O Brasil, por desgraça, têm seus onze de setembro nos dias em que políticos são absolvidos de suas roubalheiras por seus próprios colegas de profissão, num jogo o qual se o inimigo evidente perde, muitos demais podem perder juntos.<br />
<br />
12 de setembro de 2007. Data da absolvição de Renan Calheiros.<br />
Vergonha.]]></description> 
					<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 23:24:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Vida virtual</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/237843</link> 
                    <description><![CDATA[Não tenho vida virtual.<br />
<br />
Não tenho nenhum personagem em nenhuma das dezenas de RPG's online que ouço falar. Conheço vários e assisto à distância pessoas reais sofrerem e vibrarem com personagens virtuais. Uma derrota, uma vitória, um nível, uma honra, um ítem, uma descoberta, um fracasso... Não, não, nada disso.<br />
<br />
Alguns MMORPG's me fascinam pela qualidade gráfica, enredo, personagens, trama, mas não deixo que tal sentimento se apodere de mim de tal modo que eu fique prisioneiro deste espetáculo visual de contos e causas.<br />
<br />
Minha relação com a Internet é outra. A existência se faz através de pontos e cantos culturais, expressivos e casuais onde tenho vários jeitos para tentar alcançar o máximo de pessoas possíveis. É claro que a essência não muda, está presente em cada palavra, som ou imagem.<br />
<br />
Me entrego a este mundo na ância de ser visto, bem quisto e compreendido.<br />
Sentimentos não bem alcançados em vida real.<br />
<br />
Porém, isso em nada muda minha primeira opinião. Não tenho vida virtual. O máximo que posso ter são alguns entrepostos textuais, com uma breve apresentação pessoal e vontade de interagir com pessoas de todos os tipos.<br />
<br />
Hora e outra uma visita ao MSN para encontrar amigos e não fazê-los pensar que meu estado é fúnebre. Correio, notícias esportivas e outras interessantes que possam surgir completam o repertório. Alguns cliques e https em busca de surpresas oportunas e uma busca por rimas para poemas desencantados. Uma viagem sem fronteiras pela “Terra do Google”...<br />
<br />
Em busca do equilíbrio, navego neste mar infinito de sapiência, em uma relação harmônica. Evito demasias para não me afogar e morrer virtual e pessoalmente. O barco é frágil.]]></description> 
					<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 22:56:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>"For you"</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/237835</link> 
                    <description><![CDATA[...<br />
É que eu fico te olhando, admirando e pensando se digo ou não o que vem em meus pensamentos, porque preciso usar as palavras certas para não correr o risco de magoar as pessoas que gosto, de te magoar...<br />
<br />
...<br />
... Eu gosto tanto de ti, guria... tua beleza interior me envolve e me atrai demais. É lindo ver você agindo com verdades, sinceridades e amores.<br />
<br />
Tua inteligência é incrível. Cada palavra soa como uma flor perfumada, num lindo, imenso campo verde. Cada outra que escuto leva-me a viajar nesse jardim florido de sabedoria. E nesse momento o tempo não existe, porque para os melhores momentos existe o eterno. E eu não tenho medo de me perder nesse jardim de anseios, porque é o lugar mais maravilhoso que pode existir.<br />
<br />
Você é linda, e não deixem que digam o contrário. Continue lutando por teus desejos, sonhos e virtudes. Tua humildade e esse lindo sorriso me cativam a seguir contigo, aprendendo sempre mais. Você proporciona a melhor sensação que tenho. Eu quero mais...<br />
<br />
Quero levar você em minha consciência além-vida.<br />
Eu quero sempre ter um pouco de tua essência, para sempre te encontrar, reconhecer.<br />
<br />
E se - me perdoe - um dia eu por ventura esquecer desse sentimento, não fique triste, use de tua paciência singela e espera-me recordar a sanidade. Pois diferente de ti, ainda peregrino nas sombras da loucura, tendo aprendizados enquanto procuro a saída.<br />
<br />
...<br />
Eu tenho medo de usar as palavras, mas em ocasiões peculiares faz-se necessário o uso da oratória. Procuro em minha alma um pouco de perfeição e falo com o coração a pessoas como você, com intuito de encorajar, para não desistirem jamais das maiores vocações que podem existir: inteligência, senso crítico, honestidade, humildade, benevolência... Todas encontro em ti.<br />
<br />
Você é linda. E não deixem que digam o contrário.<br />
Um dia quero te encontrar, te conhecer.<br />
<br />
Meu pra sempre orgulho, te amo.]]></description> 
					<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 21:13:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Ufano patrióta</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/222155</link> 
                    <description><![CDATA[Parece que quem criou tudo isso que se sabe, que se vê, que desconhece; parece que quem criou as espécies sabia que dentre elas uma teria a capacidade da "racionalidade", e que nessa haveriam grupo de interesses diversos, e nesses grupos haveria um que - apesar de triste historia de humilhação e exploração - nutri sentimentos de compaixão, benevolência, alegria... e que apesar de toda sua ingenuidade saberá um dia que, com a divindade climática e territorial, erguer-se-á diante sua historia, seus opressores, e num ato único de mudança, e com grande virtude e disciplina, dará um basta a toda essa situação caótica vigente, e conduzirá as nações num gesto fraterno e coletivo, ao desenvolvimento de paz e coleguismo, num sucesso jamais presenciado pelos homens: Brasil.]]></description> 
					<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 16:44:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>O melhor do Brasil</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/178585</link> 
                    <description><![CDATA[O melhor do Brasil não é o brasileiro!<br />
<br />
O melhor deste lindo país realmente não é seu povo. E está longe disso. Hipócritas descaradas são as propagadas da mídia e do governo que assim dizem. Por favor, não vamos nos iludir com isso! É um absurdo! Como podem afirmar com tamanha alegria tal coisa sendo que nosso povo não têm educação de qualidade e assim não sabe votar, elegendo políticos, brasileiros, que fazem da politicagem um ato de roubar e corromper os valores e leis de nossa nação?? <br />
<br />
Como pode o melhor do Brasil ser o brasileiro, sendo que esse, desmata incontrolavelmente a maior e mais cobiçada floresta do mundo, a Amazônia? <br />
<br />
Como pode o brasileiro ser o melhor do Brasil, sendo que este vive trancafiado dentro de suas casas, com medo de seus semelhantes?<br />
<br />
...<br />
Se assim fosse, nosso país seria absolutamente a maior potência deste planeta! Território extremamente rico em natureza e biodiversidade! Seriamos extremamente desenvolvidos, pois temos amplo espaço para isso, e usariamos de forma racional os recursos minerais tão escassos no mundo, e ainda abundantes por aqui.<br />
<br />
O melhor do Brasil é a sua linda e diversificada natureza!]]></description> 
					<pubDate>Sun, 08 Apr 2007 20:42:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Fome (monólogo)</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/174729</link> 
                    <description><![CDATA[- Fome? Como assim?<br />
- É que passei o dia inteiro sem comer nada, só bebendo água.<br />
- Exagerado! Você jantou fartamente quando chegou em casa.<br />
- É, mas e o resto do dia que fiquei de barriga vazia e corpo trêmulo?<br />
- Isso não justifica tua total ignorância sobre tão grave denúncia.<br />
- Como que não? Agora também não tenho direito a sentir fome?<br />
- Sim, você tem. Mas não precisa alardes. Você passou um dia sem comer.<br />
- E isso não é o bastante para justificar?<br />
- Deixa de ser prepotente cara! Você se alimenta muito bem diariamente, é saudável, tem reserva energética, boa nutrição, tudo para agüentar a hora que faltar.<br />
- É, eu tenho tudo isso e to agüentando, mas é difícil, dói.<br />
- Meu, o que dói aqui é ouvir você falando isso. Existem milhões de pessoas no mundo que morrem subnutridas – desenhando: de fome – e outras milhões que vão morrer se não acharem qualquer coisa para ingerirem.<br />
- Eu sei disso tudo, mas minha fome nem por isso desaparece. E outra, o que eu posso fazer por essas milhões que tu menciona?<br />
- Primeiramente pode parar de reclamar em vão e ter consciência de que você pertence a um grupo minoritário e privilegiado que esbanja e desperdiça alimento que faz falta para uma gritante maioria desfavorecida. Segundo, e se quiser ou souber, pode fazer algo para ajudar a minimizar o sofrimento dessas pessoas.<br />
- ... (suspiro, realidade vem à tona). Mas não há ninguém fazendo isso, digo, algo por elas?<br />
- Há, porem parece não ser o suficiente. É necessário um esforço conjunto de todas as partes.<br />
- ... (consciência pesada). Verdade. Você está certo. E eu reclamando de barriga cheia. Eh hora de pararmos de olhar ao próprio umbigo e mobilizarmos para salvar nossos irmãos, num esforço global eficiente jamais visto antes.<br />
- Parabéns. Você conseguiu enxergar a realidade que o cerca. Estamos vivendo um caos como nunca imaginado e cabe a nos, pessoas de melhor sorte e condição darmos o primeiro e mais difícil passo rumo ao desenvolvimento fraterno das nações. E quanto ao que você disse, mantenha-se confiante na mudança, pois eu enquanto Homem sempre acreditarei que existirá salvação e mobilização global, sincera, pra valer. Somos providos de muitas qualidades e defeitos. E existe uma –a maior de todas virtudes – que estamos esquecendo: solidariedade. Um dia isso vai mudar. Eu confio.]]></description> 
					<pubDate>Sun, 01 Apr 2007 02:14:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Apucarana: nova vergonha nacional</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/171355</link> 
                    <description><![CDATA[Enquanto isto em Apucarana, Paraná:<br />
<br />
Quando você pensa quem mais nada falta acontecer, você liga a televisão e lá esta o que você nunca pensaria que fosse possível de se ver. A prefeitura de Apucarana, no Paraná, esta limpando a cidade de uma forma diferente. Nada de mobilizações sociais para tirar os lixos das ruas e tornar a cidade um lugar limpo e agradável. Trata-se de limpeza social. Os lixos em questão são os mendigos.<br />
<br />
Moradores reclamam e prefeitura faz. Mendigos estão proibidos em Apucarana. Todos são recolhidos. Os que não são da cidade recebem passagem para voltar para seu lugar de origem, e os naturais dali são devolvidos a suas respectivas famílias. Os reincidentes serão presos!!!<br />
<br />
Meu Deus, que absurdo! Ate onde é capaz de chegar a estupidez humana??? As pessoas não têm mais o direito de serem mendigos por não conseguirem se enquadrar nas condições que o capitalismo exige? E o direito de ir, vir, ficar em locais públicos? E a constituição? Só pra bonito?<br />
<br />
Membros do Conselho dos Direitos Humanos já se manifestam. Eu manifesto. Apesar de não pertencer a honroso grupo sou a favor de todos os Direitos dos Homens.<br />
<br />
Apucarana é a nova vergonha nacional. Todos envolvidos: habitantes e governo unindo esforços para expulsar das ruas da cidade os desfavorecidos. Repugnante.]]></description> 
					<pubDate>Fri, 23 Mar 2007 08:46:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://douglaswsantos.tigblog.org/post/171355</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Interrompido Ser Humano</title> 
                    <link>http://douglaswsantos.tigblog.org/post/171109</link> 
                    <description><![CDATA[Que estúpido a desigualdade social que o Homem insiste em desenvolver/aperfeiçoar.<br />
A um lado, um monte de patrícios no shopping exibindo seus últimos modelos têxteis e esbanjando supérfluo dinheiro enriquecendo mais e mais a industria gananciosa do capitalismo.<br />
 <br />
Ao outro, uma família – incluso crianças – vivendo nas ruas, sem eira, com apenas a beira da calçada para deitar/sentar, pensar o que vai ser do amanhã, onde comer, onde depender da boa vontade de poucos fortunados que por pena ou apego a causa, ajudam como podem.<br />
Neste mesmo, um vendedor de caqui no farol da esquina. Um indigente que abrigou o ponto de ônibus como sua casa, ou fora ele o abrigado.<br />
 <br />
Na noite anterior, um roubo a celular na minha frente, de uma jovem que caminhava tranqüilamente com sua filha adentrando o shopping – objeto ao rosto – provavelmente conversando com outro alguém de suma importância para esta.<br />
 <br />
O interrompimento de uma interação/relação. O interrompimento dos desfavorecidos. O Interrompido Planeta Terror no espaço. Parado. Retrocedido. Sonhando com lugares além da imaginação. Não percebendo a realidade que o toma por completo. Ao fim do sonho e a resolução do seu caos interno, brilhará para o Universo. Brilho intenso que chamará a comunidade cosmológica para seu convívio. Fraterno. Responsável. Eterno enquanto durar...]]></description> 
					<pubDate>Thu, 22 Mar 2007 10:20:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://douglaswsantos.tigblog.org/post/171109</guid>
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                </item>
</channel>
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